Dr. Flávio Machado, médico em saúde sexual e fundador do Instituto Homem Explica Como Identificar e Tratar Andropausa aos 40 Anos Antes Que Afete Sua Qualidade de Vida
Sua energia não é mais a mesma de antes. Os treinos na academia não trazem os resultados esperados. Além disso, sua libido diminuiu consideravelmente. Se você tem mais de 40 anos e se identifica com esses sintomas, pode estar vivenciando a andropausa aos 40 anos. “Muitos homens chegam ao consultório achando que é apenas cansaço do trabalho”, explica o Dr. Flavio Machado, médico fundador do Instituto Homem. “Entretanto, esses sintomas podem indicar o início do DAEM, uma condição médica real e tratável”, complementa o médico.

A andropausa, também conhecida como DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), caracteriza-se pela queda progressiva dos níveis de testosterona no organismo masculino. Diferentemente da menopausa feminina que ocorre abruptamente, a andropausa é um processo gradual. “A partir dos 40 anos, os homens experimentam redução média de 1% ao ano nos níveis de testosterona”, esclarece o Dr. Flavio Machado. Consequentemente, aos 50 anos você pode ter 10% menos testosterona, e aos 60 essa diferença pode chegar a 20% ou mais. Nem todos os homens desenvolvem sintomas significativos, mas conhecer os sinais é fundamental para agir preventivamente.
Sintomas da Andropausa: Como Seu Corpo Está Tentando Avisar
Os sintomas da andropausa aos 40 afetam tanto o corpo quanto a mente de forma variada. “Os sintomas físicos são os mais perceptíveis”, afirma o Dr. Flavio Machado. No aspecto físico, é comum observar disfunção erétil ou diminuição da qualidade das ereções, perda de massa muscular mesmo treinando regularmente, aumento da gordura abdominal, redução da densidade óssea com maior risco de osteoporose, fadiga constante, diminuição da libido, problemas de sono ou insônia, e até ondas de calor que sim, também acontecem com homens. Portanto, não ignore esses sinais importantes que seu corpo está enviando.
“A andropausa afeta profundamente a saúde mental”, destaca o especialista do Instituto Homem. No campo emocional e cognitivo, muitos homens relatam alterações de humor e irritabilidade frequente, dificuldade de concentração e lapsos de memória, sintomas depressivos ou ansiedade persistente, perda de motivação e autoconfiança, além de uma sensação de estar “perdido” ou sem propósito. Dessa maneira, a qualidade de vida diminui significativamente. “Se você se identificou com três ou mais desses sintomas, procure avaliação médica”, recomenda o Dr. Flavio Machado. Adicionalmente, existe a andropausa precoce, embora seja menos comum. “Atendo pacientes na faixa dos 30 anos com sintomas claros de DAEM”, revela o médico do Instituto Homem.
Diversos fatores podem acelerar a queda da testosterona, incluindo estresse crônico severo onde o cortisol elevado suprime a produção hormonal, obesidade que interfere no equilíbrio hormonal, diabetes tipo 2 que afeta diretamente a produção de testosterona, e estilo de vida inadequado com sedentarismo e má alimentação. Consequentemente, homens na faixa dos 30 anos com sintomas também devem investigar a possibilidade de andropausa precoce.
Diagnóstico e Tratamento da Andropausa aos 40 Anos
O diagnóstico correto passa por uma série de exames essenciais. Primeiramente, o médico solicitará testosterona total e livre coletada pela manhã quando os níveis estão no pico, hemograma completo para avaliar a saúde geral, perfil lipídico verificando colesterol e triglicerídeos, glicemia e hemoglobina glicada para detectar diabetes, hormônios tireoidianos como TSH e T4 livre, PSA para saúde da próstata, e densitometria óssea quando indicado. Dessa forma, o resultado é mais preciso e completo.
“Existe muita confusão sobre níveis ideais de testosterona”, esclarece o Dr. Flavio Machado. Os valores de referência consideram normal acima de 300 ng/dL, limítrofe entre 250-300 ng/dL, e baixo abaixo de 250 ng/dL. “Nas redes sociais, influenciadores sugerem testosterona acima de 800 ng/dL”, alerta o especialista. “Entretanto, isso não é verdade e pode ser perigoso”, complementa. Portanto, o objetivo é ter níveis adequados para sua idade, não extremamente altos que possam trazer riscos à saúde.
Quanto ao tratamento, “a reposição hormonal deve ser individualizada e monitorada”, enfatiza o médico do Instituto Homem. A terapia de reposição de testosterona (TRT) pode ser feita através de injeções intramusculares aplicadas periodicamente, géis tópicos com aplicação diária na pele, adesivos transdérmicos que oferecem liberação contínua, ou implantes subcutâneos que duram vários meses. Entretanto, nem todos podem fazer reposição hormonal. “A avaliação médica rigorosa é fundamental antes de iniciar qualquer tratamento”, reforça o especialista. A TRT é contraindicada em casos de câncer de próstata ou mama, insuficiência cardíaca grave, apneia do sono não tratada, e quando há desejo de ter filhos, pois afeta a fertilidade.
Mudanças no Estilo de Vida: O Que Realmente Funciona
“A reposição hormonal é apenas uma parte da solução”, explica o médico do Instituto Homem. “As mudanças no estilo de vida frequentemente fazem toda a diferença”, complementa. A prática de musculação de três a quatro vezes por semana estimula a produção natural de testosterona, assim como o treino intervalado de alta intensidade (HIIT) que melhora a resposta hormonal do corpo. Atividades aeróbicas moderadas ajudam no controle de peso e saúde cardiovascular. Entretanto, “o overtraining pode piorar o quadro hormonal”, alerta o Dr. Flavio Machado. Portanto, o equilíbrio é fundamental para obter os melhores resultados.
A alimentação desempenha papel crucial no equilíbrio hormonal. “O que você come impacta diretamente sua testosterona”, explica o especialista. É fundamental priorizar proteínas de qualidade como carnes magras, peixes e ovos, gorduras boas encontradas em abacate, oleaginosas e azeite, vegetais crucíferos como brócolis e couve, alimentos ricos em zinco e magnésio como frutos do mar e sementes, além de vitamina D obtida através de exposição solar e suplementação quando necessário. Por outro lado, deve-se evitar açúcar refinado e produtos industrializados, gorduras trans, álcool em excesso, e soja em grandes quantidades pois contém fitoestrógenos que podem interferir no equilíbrio hormonal.
A Base do Tratamento
“A maior produção de testosterona acontece durante o sono profundo”, revela o Dr. Flavio Machado. Portanto, durma de sete a nove horas por noite e trate problemas como apneia do sono e insônia. Além disso, a gestão do estresse é fundamental já que o cortisol elevado reduz os níveis de testosterona. “O estresse crônico é um dos maiores inimigos da saúde hormonal masculina”, afirma o especialista. Dessa forma, pratique meditação diária, yoga ou alongamento, terapia psicológica, e hobbies relaxantes que ajudem a reduzir a tensão do dia a dia.
Alguns suplementos podem ajudar quando há deficiências comprovadas. “A orientação profissional é essencial”, esclarece o médico do Instituto Homem. Suplementos com respaldo científico incluem vitamina D3 fundamental para produção hormonal, zinco mineral essencial para testosterona, magnésio que participa de centenas de reações hormonais, ômega-3 que reduz inflamação, e ashwagandha adaptógeno natural que reduz cortisol. Entretanto, “nunca use ‘potencializadores’ sem orientação médica”, alerta o Dr. Flavio Machado. “Muitos são ineficazes ou perigosos”, complementa. Portanto, desconfie de promessas milagrosas de aumentar drasticamente a testosterona, suplementos vendidos online sem comprovação, e influenciadores sem formação médica dando orientações específicas.
Quebrando o Tabu e Cuidando da Saúde
Um dos maiores obstáculos ao tratamento é o tabu masculino em relação à saúde. “Homens demoram em média três anos a mais que mulheres para procurar ajuda”, revela o especialista. As principais barreiras incluem vergonha de falar sobre sexualidade e hormônios, medo de parecer fraco perpetuado pela cultura do “homem não reclama”, desconhecimento sobre a existência da andropausa, e medo do diagnóstico. Entretanto, “procurar ajuda médica não é fraqueza, é inteligência”, enfatiza o Dr. Flavio Machado.
Ignorar os sintomas traz riscos graves de complicações. “Quanto mais você espera, mais difícil fica o tratamento”, alerta o médico do Instituto Homem. As consequências incluem aumento do risco de doenças cardiovasculares como infarto e AVC, maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, osteoporose com ossos frágeis e maior risco de fraturas, e depressão severa com deterioração progressiva da saúde mental. Consequentemente, a qualidade de vida despenca em todas as áreas. Além disso, a andropausa afeta não apenas o indivíduo mas também seus relacionamentos. “A comunicação é fundamental”, aconselha o Dr. Flavio. É importante ser honesto com sua parceira sobre o que está sentindo, explicar que se trata de uma condição médica e não falta de interesse, e buscar juntos alternativas de intimidade. Dessa forma, “a andropausa pode ser oportunidade de fortalecer laços”, destaca o especialista.
Prevenção e Quando Procurar Ajuda
Embora o envelhecimento seja inevitável, você pode desacelerar seus efeitos significativamente. “A prevenção começa muito antes dos 40 anos”, explica o médico do Instituto Homem. Hábitos preventivos fundamentais incluem exercícios regulares desde jovem, alimentação equilibrada ao longo da vida, controle do peso corporal, gestão adequada do estresse, check-ups médicos anuais após os 40, evitar tabagismo e álcool em excesso, manter sono de qualidade, e vida sexual ativa e saudável. Portanto, quanto mais cedo você adota esses hábitos, melhor será seu processo de envelhecimento.
“Não espere os sintomas se agravarem”, alerta o Dr. Flavio. Procure ajuda do Instituto Homem se seus sintomas persistem há mais de três meses, sua energia diminuiu significativamente, sua libido está muito baixa, você apresenta alterações de humor frequentes, seus relacionamentos estão sendo afetados, ou sua qualidade de vida está comprometida. Igualmente importante é realizar os exames necessários e seguir as orientações médicas com disciplina e comprometimento.
“A andropausa aos 40 anos não é o fim”, tranquiliza o Dr. Flavio Machado. “Pelo contrário, é uma nova fase que pode ser vivida com qualidade”, complementa. A chave está em buscar informação de qualidade, quebrar o tabu e falar abertamente sobre o assunto, e procurar ajuda médica especializada. “Sua saúde é sua responsabilidade”, conclui o médico do Instituto Homem. “E você merece viver bem em todas as fases da vida”, finaliza. Agende uma consulta com urologista ou endocrinologista, solicite os exames hormonais necessários, e converse com pessoas próximas sobre o assunto. Dessa forma, você assume o controle da sua saúde e bem-estar de forma consciente e informada.

